segunda-feira, 22 de junho de 2009

"...Acredite em mim, yeah! Isso é uma nova manhã... [...] Bom dia, pessoal!..."


Sorri:

A frase do título acima é da cantora Grace Slick, crooner da banda Jefferson Airplane, saudando o público de Woodstock, no amanhecer do segundo dia do festival. Ela tem o mérito de nos dar uma boa idéia do clima reinante naqueles dias de "Peace & Love" da então contracultura reinante, antes de serem todos apropriados e domesticados pelo establishment contemporâneo.

Daqui a pouco menos de dois meses, hippies do mundo todo, velhos e novos, estarão comemorando os 40 anos desse evento que mudou a história do rock (e da música), para sempre.

Durante um fim de semana, entre 15 e 16 de agosto de 1969, cerca de meio milhão de pessoas se reuniram numa fazenda na cidade de Bethel, estado de Nova York, para celebrar a paz, o amor e sexo livre. Foi o maior evento produzido pelo movimento da contracultura até então: uma escapada geral da realidade para viver três dias de E.A.C. (estados alterados de consciência). Uma realidade que, na época, representava um quadro pavoroso, no qual sobressaiam a Guerra do Vietnã; as lutas dos movimentos sociais pelos direitos civis; e o risco de pipocar uma guerra nuclear, capaz de exterminar toda a vida no planeta.

Woodstock foi, ao mesmo tempo, produto e profecia dos novos tempos que adviriam, ou seja, do mundo em que vivemos hoje - para o bem, ou para o mal.

Para fazer a minha comemoração particular, este Blog vai postar alguns músicos (e músicas) que aprendi a curtir e que fizeram parte daquela porraloquice toda. E pensar que eu viria ao mundo somente três anos depois...

Apenas por gosto pessoal, começo pelo fim: ou seja, com a música que encerrou o show de Joe Cocker, no último dia do festival. Trata-se do antológico cover de With a Little Help from My Friends, dos Beatles (faixa do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, de 1967), o qual eu considero a sua versão definitiva.

O arranjo dessa versão - iniciando com o órgão Hammond e passando para os riffs de guitarra rasgando - vai compondo um crescendo que culmina na voz rouca de Cocker, que estava endiabrado nesse dia. Um verdadeiro Cocker... digo, Jokerman... Enjoy!


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2 comentários:

Adrian Aron disse...

desde quando é preciso um motivo para rir?

The Jokerman disse...

Motivos para rir?
Precisar, não precisa...
Risos para motivar?...
Esses não têm preço...