sexta-feira, 31 de julho de 2009

"Sabe aquela última do papagaio?..."


Gargalhei:

Há poucos momentos, fui questionado se haveria de, necessariamente, sempre haver motivos reais para, de vez em quando, darmos uma sonora gargalhada, daquelas de "balançar a pança". Sou suspeito para negar essa idéia, afinal, tenho que defender o meu credo. Mas é verdade que minha maior preocupação, no momento, não é com o porquê ou do quê rimos, mas para quê ou quem rimos. Para mim, o riso é, sobretudo, uma questão moral e política: "Ridendo castigat mores", dizia o velho Molière, no bom latinório dos advogados. É também um grande tema filosófico, pois acredito que o homem, sobretudo, é um animal que ri... dos outros e de si mesmo (os primatas superiores - orangotangos, bonobos, chimpanzés - também riem. Nunca se soube, porém, de um chimpanzé capaz de fazer auto-crítica). Assim, o humor é aquilo que, plemamente, nos constitui como seres humanos, daí, a meu ver, a sua grande importância. Saber porque rimos é uma discussão que envolve especialistas de várias áreas: filósofos, psicólogos, sociólogos, antropólogos, etc. Saber para quê rimos é uma reflexão que nos envolve a todos, como indivíduos e como agentes políticos, na medida em que nos revela o absurdo ridículo da nossa condição humana.

Um comentário:

Natália Corrêa disse...

Eu realmente não sei pra que nós rimos. Mas sei que rir [quando o riso é verdadeiro] é sempre muito bom! =D